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Dia 09 de maio de 2008.

 

 

A região do cacau recebera no aeroporto de Ilhéus às 17 horas o Presidente da Republica Lula e o Governador da Bahia Jaques Wagner.

Na ocasião estará presente o Padre ildemar , Pároco da Igreja de São Roque em Ipiaú, que é candidato a candidato à prefeito de Ilhéus, além de outros possíveis candidatos.

A agenda tem sido alterada repetidamente por causa da vinda do Presidente Lula.

Espera-se que na ocasião o Padre coloque para o presidente a sua vinda á Ipiaú/Itagibá para conhecer as obras de implantação da Mirabela e da possível construção na cidade de Ipiaú da siderúrgica.

O primeiro passo da vinda do Presidente Lula, será a vinda do Governador Jaques Wagner na inauguração da ponte da Mirabela. Abrindo então a possível vinda do Presidente. Que na ocasião poderá presenciar também as obras da Petrobras.

Espera-se que os candidatos a candidatos da região estejam presentes em Ilhéus para verem como é a segurança de um Presidente da Republica. Com direito a fotos com a segurança e do aeroporto de ilhéus.

Já com o Presidente Lula e o Governador a coisa é bem mais difícil, fica como um sonho de verão. Quem sabe em Ipiaú/Itagibá.

 

GOVERNO INAUGURA MAIS TRÊS UNIDADES DA FARMÁCIA POPULAR DO BRASIL

Mais três unidades da Farmácia Popular do Brasil foram inauguradas no dia (21), nas lojas da Cesta do Povo dos bairros da Ribeira, São Caetano e Caixa D´água. As farmácias são parte do programa do governo federal, através do Ministério da Saúde, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e a Empresa Baiana de Alimentos (Ebal). O objetivo é ampliar o acesso da população a medicamentos essenciais, principalmente aqueles de uso contínuo.

O governador Jaques Wagner e o secretário da Saúde, Jorge Solla, inauguraram a farmácia da Ribeira, onde o primeiro cliente foi o próprio governador, que adquiriu medicamentos com receita fornecida pelo secretário. Solla foi o segundo cliente: adquiriu medicamentos para a mãe. Em São Caetano, a primeira cliente foi Maria de Lourdes dos Santos, 49 anos, que adquiriu um creme dermatológico. “Minha mãe mora aqui no bairro e, quando precisava do remédio, eu me deslocava daqui para Roma”.

O segundo cliente da Farmácia Popular de São Caetano foi Sival Sampaio Santos, 52, usuário de medicamento para hipertensão. Antes, ele comprava na Farmácia Popular do Brasil do bairro da Liberdade ou no Comércio. “Tendo no meu bairro, é bem melhor. Também é bom para essas farmácias aí, com preço desordenado, baixarem o preço também”.

Antes mesmo de a farmácia ser inaugurada, vários moradores do bairro já esperavam para fazer suas compras, a exemplo de Erivaldo Martins de Oliveira, 66, que trazia uma receita com carimbo da farmácia da Liberdade. “É remédio de pressão para minha esposa. Para mim, agora, é melhor: não pago transporte nem me canso muito andando”.

Antonio Nunes, 74, também foi em busca de remédio para a esposa, que tem diabetes. Antes, ia comprar em Roma. Acompanhando a mãe Vanda de Jesus da Silva, 53 anos, Rosângela Maria da Silva Batista, 29, comprava o medicamento na Liberdade. “Aqui vai ser uma bênção. Viemos andando. Na minha idade, então, ir até a Liberdade era difícil”, disse Vanda. Irailde Barbosa de Almeida, 49, que usa Omeprazol, medicamento para refluxo gástrico, destaca, além da proximidade de casa, o preço do remédio. “Em farmácia comum, custa R$ 15. Aqui, compro por R$ 3,20″.

BOA ESTRUTURA

Inaugurada pelo diretor de Assistência Farmacêutica da Sesab, Lindemberg Costa, pela assessora técnica da Superintendência de Assistência Farmacêutica, Ciência e Tecnologias em Saúde (Safitec), Carmem Reyes, e pela e pela gerente de Projetos da Ebal, Cristiane Skutera, a unidade de São Caetano, assim como as demais lojas da Farmácia Popular do Brasil, conta com dois farmacêuticos, além de três a quatro funcionários para atendimento, caixa e liberação de medicamentos. Todos se revezam, “para aprender a fazer de tudo”, como explicam os funcionários Cristina Ramos, Américo Cruz e Orlene Gomes.

Os clientes contam com sala de estar equipada com 15 cadeiras estofadas, de onde podem acompanhar, na tela da TV, vídeos educativos sobre doação de sangue, prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis, amamentação, hanseníase e outras questões de saúde. O espaço da farmácia compunha o depósito da Cesta do Povo e tem cerca de 100 metros quadrados. “Reduzimos o depósito, remodelamos e adequamos o espaço ao padrão da Fiocruz. Cada farmácia custa cerca de R$ 75 mil: o governo federal disponibiliza R$ 50 mil e a Secretaria da Saúde do Estado dá contrapartida de R$ 25 mil”, explica Cristiane Skutera, da Ebal.

Na unidade da Ribeira, o governador Jaques Wagne reafirmou o compromisso do estado em facilitar a vida da população baiana. “O sucesso do programa, com o aumento do número de unidades, mostra a nossa preocupação em levar qualidade e menor preço à população”, garantiu. Segundo o secretário da saúde, Jorge Solla, este ano, o governo do estado investiu quase R$ 14 milhões na aquisição de medicamentos básicos para distribuição à população. No ano passado foram gastos apenas R$ 4 mil. “Pela primeira vez, o governo da Bahia consegue cumprir sua demanda de distribuição de medicamentos básicos”, afirmou.

De acordo com Solla, as farmácias formam um ciclo. Com a possibilidade de o consumidor adquirir remédios muito abaixo do valor de mercado, os laboratórios se vêem obrigados a reduzir seus preços, consequentemente as empresas privadas também conseguem repassar essa redução aos demais consumidores, assim como os estados e municípios.

CAIXA D´ÁGUA

A inauguração da Farmácia Popular do Brasil no bairro da Caixa D`Água aconteceu em clima de festa. A farmácia, que tem rampa para o acesso de portadores de deficiência física, vai atender à população da região e aos pacientes das unidades de saúde como os hospitais Ana Neri e da Cidade e o Complexo César de Araújo, onde ficam os hospitais Ernesto Simões Filho e Otávio Mangabeira e a Maternidade José Maria de Magalhães, além dos postos de Saúde situados na área.

A auxiliar de enfermagem Vera Lúcia da Silva Cruz, que compra na Farmácia Popular da Liberdade, disse que agora vai poder adquirir seus medicamentos próximo de casa. “O nosso bairro está mais bonito e muito feliz. Agora temos uma farmácia popular que vai nos ajudar muito. Essa iniciativa do governo de atender os bairros mais populares é muito importante”, afirmou.

Para a assessora da Superintendência de Assistência Farmacêutica, Ciências e Tecnologia em Saúde da Sesab, Ana Brasil, o grande diferencial dessas farmácias é a presença permanente do farmacêutico. “Além dos medicamentos serem até 90% mais baratos que nas farmácias convencionais, a orientação dada pelo farmacêutico de plantão vai auxiliar aos pacientes na utilização dos remédios”, afirmou. Estavam presentes na inauguração o representante da Fiocruz, o farmacêutico Henrique Fischer, o gerente administrativo da Ebal, Paulo José Barbosa dos Santos, a farmacêutica da Sesab, Patrícia Menezes, e outros assessores e funcionários da Ebal e da Farmácia Popular.

WAGNER NO AR

O governador Jaques Wagner (PT) vai lançar um programa semanal de rádio produzido pela Assessoria Geral de Comunicação (Agecom), intitulado “Conversa com o Governador”, nos moldes do existente no Palácio do Planalto, a partir da próxima terça-feira, 9.

Até aí tudo bem e até deputados de oposição aplaudiram a idéia, segundo matéria posta hoje, em A Tarde, uma vez que a comunicação social do governo do Estado, dirigida por um engenheiro eletricista, é capenga e até agora não produziu efeitos de contra-partida em relação ao que o governo produz, realiza, e não é pouca coisa.

Causa espécime, no entanto, num momento em que a mídia da capital e do interior está ansiosa para participar da conta governo, recentemente aprovada pelo governador Wagner, que o programa seja transmitido “voluntariamente” pelas emissoras.

Mas, como tradicionalmente, as emissoras de rádio (sobretudo as do interior do Estado e da capital também) necessitam de verbas governamentais, soa como demagogia ou ingenuidade, aos olhos da população, se achar que o governo vai ter esse espaço gratuito nas emissoras para o governador prestar contas do seu governo.

Ou a Agecom coça o bolso; ou o programa não terá sucesso do ponto de vista espacial. A Bahia é uma França e sem capilé não vai.

Recentemente, as associações que congregam as emissoras de rádio e TV fizeram um encontro, no Barbacoa, local para serem vistas, e decidiram que se o governo não abrir um pouco a mão, teria dificuldades em comunicar-se.

Esse foi o recado dado com todas as letras.

Políticos ‘infiéis’ começam a preparar defesa

Parlamentares baianos que mudaram de partido começam a preparar a defesa para não perder o mandato. Depois de dois dias de julgamento, em Brasília, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram que o mandato pertence aos partidos e não aos políticos.

A decisão atinge deputados federais, estaduais e vereadores que se desfiliaram das antigas legendas depois do dia 27 de março, data em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entendeu que os mandatos pertencem aos partidos.

O julgamento da fidelidade partidária foi a pedido do PPS, PSDB e Democratas, mas todos os partidos que se sentirem prejudicados podem pedir as vagas de volta. Os parlamentares vão ter direito à defesa, mas a justiça só vai aceitar dois tipos de argumento: perseguição política dentro da própria legenda ou que o partida tenha abandonado as idéias que defendia.

Na Câmara Federal, dois deputados baianos podem perder o mandato. Sérgio Brito, que deixou o PDT e foi para o PMDB, disse que vai se defender no momento certo. A deputada Jusmari Oliveira, que trocou o antigo PFL (atual DEM) pelo PR, já preparou a defesa.

‘Eu vou comprovar que foi o partido que mudou’, afirmou a deputada. Na Assembléia Legislativa, a decisão do Supremo atinge dois deputados: Capitão Fábio, que saiu do PRP e foi para o PMDB, e a deputada Maria Luiza Barradas, que saiu do PDT e está sem partido. Os dois alegam que se desfiliaram antes do dia 27 de março.

Na Câmara Municipal, sete vereadores podem ter que devolver os mandatos, que terminam no final de 2008. São eles Virgílio Pacheco, que depois de 20 anos de PDT deixou o partido para atuar pelo PPS, Alfredo Mangueira (DEM -> PMDB), Everaldo Bispo (PDT -> PMDB), Jairo Dória (PTN -> PMDB), Pedrinho Pepê (PP -> PMDB), Orlando Palhinha (PTN -> PSB) e Adriano Meireles (PDT -> PSC).

A direção do PDT informou que já entrou na justiça para pedir os mandatos de volta. O PTN disse que vai fazer o mesmo nos próximos dias. Já o PP ainda não decidiu o que fazer. Hoje foi o último dia do prazo para quem quis se filiar a um partido para se candidatar às eleições do ano que vem.

*Com informações do BATV

CÉSAR ABRE PORTAS DO PR PARA APOIO A WAGNER

Se depender do senador César Borges, que assumiu ontem a presidência do PR na Bahia, o governador Jaques Wagner pode dormir tranqüilo. Independência para a bancada do PR na Assembléia Legislativa (AL), nos municípios e apoio ao governador. Essa foi a orientação do senador aos deputados estaduais, na primeira reunião de Borges com a bancada, ontem pela tarde, na AL.

César, ex-democrata, assume o partido pouco depois de a maioria da bancada do PR bater o martelo consolidando a aliança com o governo. Independência, neste caso, significa dar liberdade aos deputados para votarem com o governo.

Participaram da reunião com Borges deputados estaduais e federais como José Carlos Araújo, Jusmari Oliveira e Zé Rocha. Ronaldo Carletto e Aderbal Caldas, ambos do PP, também apareceram.

Mas a filiação de Caldas não está, ainda, confirmada. O próprio César Borges disse que, “PP e PR são partidos amigos-irmãos“.

Só o deputado Sandro Régis reafirmou sua postura antigoverno, o que, segundo o mesmo, teria sido respeitada por Borges. Mesmo assim, depois de amanhã, quando sair a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre se o mandato pertence aos partidos ou não, Régis decidirá se deixar o PR e migrar para o DEM.

RUSGAS – No dia em que líderes do PR local apertaram a mão do secretário de Relações Institucionais, Rui Costa, atestando que estão com o governo, o PR nacional divulgou nota afirmando que o presidente, por aqui, era Borges.

O senador teria taxado a adesão de “extemporânea e intempestiva”.

O que foi rebatido pelo presidente do PR, José Carlos Araújo, que evidenciou as negociações que há tempos se desenrolavam entre PR e governo. Comentários no meio político dão conta de que Araújo teria agilizado a adesão numa tentativa de impedir que Borges não a consumasse.

César Borges diz que foi convidado para fortalecer o partido e que é este o objetivo. Mas nega estar alinhado com o governo Jaques Wagner: “Não tive nenhuma conversa com o governador, por isso não posso estar alinhado com quem não conversei. Isso não significa, no entanto que não podemos ficar alinhados”, afirma o senador que durante décadas foi filiado ao PFL (atual DEM)

A Tarde
Salvador, BA - terça-feira, 02 de outubro de 2007 - 03:12:18

Parabéns César!

Na quinta feira passada, o senador César Borges (BA), ex-DEM, assinou sua filiação ao PR com a condição de comandar a legenda no Estado.

Esperam - se grandes mudanças neste partido com a entrada do competente senador César Borges.

César fez um grande governo e possui uma grande liderança na região e provavelmente poderá ajudar e muito ao governador Jaques Wagner com a sua experiência.

Realmente será um grande reforço a base de apoio do governador Jaques Wagner. Enquanto isto o PP fica só na conversa.

Em Ipiaú do jeito que vai o governador só terá um palanque: PMDB/PT.

Ficando em situação difícil na cidade o PCdoB, com esta aliança com o DEM. Espera-se uma intervenção da regional no PCdoB em Ipiaú. Ou será que o deputado estadual Edson Pimenta ficara contra Wagner?

O PR em Ipiaú provavelmente terá uma nova comissão provisória, com César Borges e o deputado estadual Sandro Régis ira para o DEM.

Importante ressaltar o isolamento do DEM na Bahia o site irá entrevistar seu presidente regional sobre o fato.

Além de estar programado uma entrevista com o grande líder da Bahia César Borges.

Uma Copia Da Entrevista Dada a Revista Metrópole Por Fátima Carneiro de Mendonça.

Fatima Mendonça e o médico Carlos Henrique

Antonio Risério – Não temos,na Bahia, uma tradição forte de primeiras - damas que se interessem por política. Elas sempre gostaram de mandar, mas não de política .

Antonio Risério – Não temos,na Bahia, uma tradição forte de primeiras - damas que se interessem por política. Elas sempre gostaram de mandar, mas não de política . A senhora se interessa pelo assunto ? Desde quando?

Fátima Mendonça – A política, em todos os sentidos, comanda o mundo. Gosto de política. Agora, política de mandato, não. Eu, Maria de Fátima Carneiro de Mendonça, ir pra rua pedir que votem em mim, porque tenho canela seca, cabelo bom ou falo bonito, não. Não quero, ninguém merece isso. Tenho o maior respeito por doutor Mário (Kertész), por Jaques, por todos que se colocam em julgamento público, mas eu não tenho coragem nem de pedir voto.

AR – Temos uma história de amizade pessoal, mas eu nunca lhe chamei por seu apelido, Fatinha. Sempre a chamei de Fátima. Como é que a senhora se sente agora com a Bahia inteira – a elite,principalmente – querendo demonstrar intimidade e lhe chamando de Fatinha?

FM – Pois é, você tá vendo isso o tempo todo, né? Mas não estou me dando com ninguém que eu não me dava, não tô deixando de fora ninguém que eu tinha dentro. Atendo a todos, mas as pessoas estão mal acostumadas. Chegam e dizem: “Fatinha, eu tô com um projeto legal, maravilhoso”. Querem que eu encaminhe o projeto. Por que não vão pelo caminho normal, pelo caminho certo? Por que não entregam pro secretário, dão entrada no Faz Cultura? Por que é que sou eu que vou ter que entregar? Vou botar uma cruzinha no projeto, dizendo que foi Fatinha quem mandou e é pra ser aprovado? Deus é que há de me livrar! (risos).

AR – O mundo político baiano ainda é muito masculino. Tem machismo atrapalhando seu caminho?

FM
– Não, não. Eu boto os homens todos no bolso (risos). Eu não tenho negócio de feminismo e machismo. Gosto de igualdade, sabe? As mulheres até se zangam porque eu nunca fui muito de movimento. Acho que ser feminista é cuidar da vida, pagar suas contas, não depender de ninguém, ter independência, ter liberdade. Aliás, vi uma palestra de Graça Belov. Ela falando de Confúcio, que loucura. Confúcio era uma miséria (risos). Doutor Mário, Confúcio dizia que a mulher devia ser mantida pelo pai; depois, pelo marido; quando ele morresse, pelos filhos, e senão tivesse filhos, pelo Estado. Ela não podia ganhar um tostão pra não viver só, viu? Medo. Tá vendo, Rita? Oh, Rita, se pronuncie.

Rita Batista – Durante a campanha, a senhora disse que o título ou o cargo de primeira-dama a incomodava muito. Já se acostumou?

FM – Médio, tem protocolo e tal, quer dizer, eu não gosto muito dessa coisa, de ter segurança atrás de mim. Entro no meu dentista com segurança, pode? Não pode. Ele olhou assim pra minha cara. Aí eu disse: não, todos pra fora, eu e meu dentista temos uma relação já de anos! E depois, quando isso passar, olha minha cara de tacho, sozinha de novo (risos).

Mário Kertész – É verdade. Você está certa, certíssima, é isso mesmo. Agora, como foi que você conheceu Jaques?

FM – Foi na rua, na boemia. No Extudo. Eu tinha terminado meu casamento e tava assim seis meses. Sabe aquela coisa que você não sai de casa? Ficava naquela coisa e Guiga (Guilherme Sodré, ex-marido) também corria por fora, todo fim-de-semana colava, pra não dar chance. Mas um dia eu me danei e saí com uma amiga minha. Jaques era candidato a deputado federal e tinha o retrato dele no bar, bem ali na minha frente. Eu fiquei olhando e disse: tai, ó, gostei da pessoa.

RB – Então, foi no cartaz?

FM – Foi no cartaz. Depois, pessoalmente, rolou também e tal. E aí foi indo e veio o amor.

MK – E você tem ciúme dele?

FM – Tenho. Mas tenho ficado cada dia melhor, acredita?

MK – Mas ele é muito assediado, porque Jaques é um homem bonito.

FM
– Assediado, como? Mandam bilhete? Mandam recado? Ele não tem tempo e lá em casa ninguém dá folga (risos).

MK – Mas você fica preocupada com isso?

FM – Fico, é lógico. Mas sabe o que eu acho? Já pensou se Jaques chega em casa nove da noite e eu estou de cara feia, dizendo “você errou aqui a licitação e tá horrível a situação da saúde”? Você já imaginou isso? Aí era que ele só ia chegar em casa meia-noite, e olhe lá (risos). Ele chega em casa e eu estou sorridente, feliz, realizada.

AR – Acho que você pode ser uma peça básica de dinamização contemporânea, social e culturalmente, na Bahia. Você e Jaques deviam formar uma dupla do barulho, arrebentando clausuras provincianas.

MK – Mas eu acho que eles já fazem isso. Mais Fátima que o governador, que fica muito preso a algumas funções. Você ter uma primeira-dama que fale desse jeito! Outro dia, eu fui jantar no palácio – e olhe que já estive jantando lá com uns 30 governadores – e foi, rapaz, o melhor de todos. Porque foi descontraído, tranqüilo, a gente brincou.

AR – Nas poucas vezes em que estive no palácio, eu nunca vi primeira-dama.

MK – Não aparecia, não aparecia. Com Antonio Carlos, não aparecia de jeito nenhum. Com Paulo Souto, eu jantei muitas vezes também, e nunca vi a senhora dele.

FM
– Elas ficavam presas, é?

MK – Acho que ficavam no quarto, lá em cima. Agora, esta sua forma de ser. Eu soube que, quando você chega no interior, faz o maior sucesso. Primeiro, ninguém espera a presença da primeira dama. E muito menos uma presença tranqüila e alegre como a sua.

FM – E primeira-dama nunca foi lá, né? Eles dizem: nunca, em 200 anos, uma primeira-dama pisou os pés nessa terra – e as pessoas aplaudem. Eu fico lá, mas depois volto chorando. É muita pobreza, minha Nossa Senhora! Eu saio pensando: como é possível morar nesse buraco? Buraco, buraco, buraco.

AR – E a gente tá se acomodando com esse negócio de política compensatória. Não tem um grande projeto de transformação social.

FM
– E precisa ter. Acho que tem que dar a Bolsa Família, que o povo ta morrendo de fome, e não é só no interior não, aqui também. Brinco assim: você vai em boca livre e ta tudo lotado. A classe média está achatada. Tenho amigas que não estão conseguindo pagar a escola dos meninos. A Bolsa Família ta certo. Para a pessoa levantar da cama pra pescar, tem que estar com a barriga cheia. Mas, depois de um, dois anos, eu ia ter o maior orgulho de dizer: “tudo bem, seu presidente, eu não preciso mais, agora tenho um emprego, já aprendi a fazer um ofício”. Isso é que seria bom. E penso também no meu trabalho de planejamento familiar. Se eu fizer esse trabalho e botar o meu Bahia no lugar certo… (risos).

MK
– Ela tá querendo duas coisas impossíveis (risos).

RB – Acho que o caso do Bahia é mais difícil.

FM – E a “onda tricolor”, não tá gostando, não?

MK – Se ficar essa diretoria aí, não vai a lugar nenhum.

FM – Por que é que não tira? Se tirar, eles vão pra cadeia?

MK – É um bando de descarados mesmo. Aqui, tínhamos uma campanha: “Devolva o meu Bahia”.

FM – Eu sei, eu participei.

MK – Então, agora é: “Soque o meu Bahia”.

FM – Já ouvi também. Eu sou sua ouvinte, meu filho, eu ouço direto. Quando a gente caminha de noite, lá no palácio, eu boto o fone e vou ouvindo.

RB
– A ministra Dilma Rousseff chama à senhora de Evita, em referência a Evita Perón.

FM – Ela acha que eu pareço com Evita, pelas coisas que falo, que vou ajudar e tal. Vou atender todo mundo. Mas, quando uma amiga chique, socialite, diz: “menina, eu to te ligando e cê não atende”, digo logo: “eu só estou atendendo os pobres, você ainda não está precisando”. E aí é por isso. Mas nem conheço muito bem a história de Evita. Li um livro sobre ela, e só.

AR – A senhora é mais bonita que ela.

FM – É… né? Mas aí tem a mistura. Tem a cor, aquela coisa que você escreveu, que um português é chamado de Caramuru e a índia, de Catarina.

MK – E Jaques tá gostando de ser governador?

FM – Acho que tá. É cansativo. Ele não imaginava que ia ser duro como tá sendo. Diz o presidente que a melhor fase é quando se ganha e ainda não tomou posse.

MK – É a lua-de-mel.

FM – Mas ele tem muito orgulho do que conquistou.

MK – Jaques tem uma trajetória bastante interessante. Ele veio pra cá, de certa maneira fugindo do regime militar, foi morar no subúrbio, fez sua própria casa, carioca, judeu e consegue ser governador da Bahia. É uma senhora trajetória.

FM – Por isso que acho que tem alguma coisa que ele veio fazer aqui. Vamos esperar, que o jeitão de Jaques, aquele jeito dele, daquela forma que ele é, não é à toa. Acho que, se é uma liderança que vai despontar cada vez mais eu espero que as pessoas gostem, porque eu gosto. Gosto desse estilo de ser, sem precisar ter medo: respeite-me sem ter medo. Um tem de respeitar o trabalho do outro.

AR – Você falou que Wagner tem uma missão. A senhora é mística?

FM – Eu sou. Bastante. Totalmente.

“Eu digo a Jaques que não pode ficar igual ao presidente, demorando de fazer as mudanças necessárias”

“O Palácio de Ondina é igual à nossa casa. Eu digo: apaguem a luz, meninos. Desliguem a televisão,sacanas. Tem que economizar”

“Existe um protocolo de primeira-dama. E eu não gosto dessa coisa toda atrás de mim. Imagine a minha cara de tacho quando isso passar”

“Existe um protocolo de primeira-dama. E eu não gosto dessa coisa toda atrás de mim. Imagine a minha cara de tacho quando isso passar”

“É preciso perceber que não isso comigo. • tem oposição. É uma revoada, todo mundo querendo vir pro lado de cá. É uma falta de vergonha danada”

“Me dou bem com Beth Wagner. Agora, também é ela lá e eu aqui”


MK
– Jaques é uma pessoa muito tranqüila, muito aberta. E quando ele se irrita, como é? Ele fica brabo mesmo?

FM – Fica. Agora, comigo é pouco. Até adoro uma briga, mas não acho(risos). É difícil brigar com ele. É uma briguinha de vez em quando pra dar uma temperada. Mentira, ele é muito equilibrado. Ele sabe que a gente se adora, se ama. A coisa que mais incomoda ele é alguém pensar que tá passando ele pra trás, com falcatrua. Tentando usar ele pra algum esquema.

AR
– Pelo visto, é mais fácil administrar o palácio que o governador.

FM
– Não, eu não administro o palácio. A gente faz o que pode. Apaguem a luz, meninos! Desliguem a televisão, sacanas! O dinheiro, aqui, é como na casa de vocês: tem de economizar! E temos economizado bastante. O Patrimônio entrou lá, depois de 20 anos, pra fazer todo o inventário. Agora tem plaquinha em tudo. Porque, na hora em que eu passar adiante, podem conferir tudo, pra não dizer que sumiu na minha mão.

RB – Mas o que é mesmo que tira a senhora do sério?

FM
– Injustiça. Não suporto injustiça. E tem me tirado do sério também essa conversinha fiada de achar que vou fazer esquema.

AR – Wagner é bom dono – de - casa? Cozinha?

FM – Cozinhava. Eu nunca vi não. Foi na gestão das outras. Na minha nunca vi não.

MK – Como é a sua rotina hoje? Gosta de dormir até tarde? Dorme tarde?

FM – Quando não tem o que fazer, gosto de dormir cedo. Quando tem, não me incomodo de dormir tarde. Gosto de ficar vendo minha televisãozinha. Agora, tô vendo Blonde, Marylin Monroe. Que loucura a bichinha sofreu. E não gosto de acordar muito cedo.

RB – Mas a Fátima Mendonça, mulher do governador, primeira-dama, não pode nem pensar em fazer algumas coisas que fazia.

FM – Um bocado. Não posso ficar no Boteco do França, cá-cá-cá-cá a noite toda. Não por nada, porque não dá mais tempo. A gente tem muita coisa pra fazer.

MK – Pois é. E aí, dona Fátima, fala pra gente.

FM
– O que vocês estão achando do governo? Muitas críticas? A saúde é dose, né?

RB – A senhora é uma profissional da saúde.

AR – Mário foi prefeito. Na administração dele, aprendi uma coisa: não é só obra e projeto. Tem que ter um discurso simbólico forte, que mexa com a mentalidade e com o imaginário da sociedade. Isso eu acho que tá faltando.

FM – É verdade, é verdade.

MK – E é uma pena que esteja faltando. Porque vocês são as pessoas mais adequadas para ter esse discurso. Na prática, vocês estão mexendo com a sociedade. Tem o vácuo da morte de Antonio Carlos, o maior provocador da política baiana. O sujeito que, através da provocação, fazia com que as pessoas se movimentassem, até para combater ele. Então, a gente corre o risco de ficar uma coisa muito morna, entediosa, aburrida.

FM
– Mas é também, doutor Mário, que não tem uma oposição nisso. É uma revoada, todo mundo querendo agora vir pro lado de cá. É uma falta de vergonha danada.

MK – Eu sei, mas falta um discurso forte, que indique o norte do governo. O governo Jaques Wagner é o quê? Tem que ter um grupo que pense isso, e pense em torno da realidade do que vocês já estão fazendo. Pegue o que vocês estão fazendo e transforme.

AR – Falta uma presença discursiva na sociedade.

FM
– Sim, então me diga aí, pra eu fazer (risos).

MK – Inclusive, do próprio governador. A gente sente falta dele, do discurso dele.

AR – A administração de Mário tinha uma visão antropológica da cidade, projetos urbanísticos, todo um discurso mobilizador, no plano simbólico, no plano do imaginário da sociedade. Obra,só, não adianta.

FM – Não adianta, também acho.

AR – Você tem que ter a sociedade caminhando numa direção.

MK – Tem que ter pessoas que ajudem intelectualmente a construir isso. Não é para dar o norte ao governo. É para pegar o norte do governo e transformar num discurso que seja entendido pela população. O que é o governo Jaques Wagner? Qual é o norte do governo Jaques Wagner? Qual é a prioridade do governo Jaques Wagner? Ninguém sabe!

FM
– Não, não sabe. Agora, isso ele sente bastante. Vocês deviam conversar mais com ele, marcar pra gente conversar. João Santana tem conversado com ele, porque ele próprio está sentindo isso, e isso angustia o cara, rapaz! Agora, acho que vai dar certo. Estou me dedicando exclusivamente a isso. Achei ótimo o que vocês me disseram aqui. E vou dizer a ele. A gente não veio pra brincar não.

MK – Vocês têm mais alguma pergunta?

AR – Essa última parte a gente censura?

FM – Estou entregue a vocês.

MK – Quanto a isso, pode ficar tranqüila.

AR – É claro que a gente vai distorcer algumas coisas.

FM
– Eu sei que vocês jamais fariam

A nossa esperança é Wagner, sem falar em Fátima, pois atrás de um grande homem, sempre haverá uma grande mulher.

Nova era com Wagner

Ipiaú pode e deve ficar tranqüila, pois temos no governo da Bahia uma pessoa seria e competente. O que falta é os “pseudopolíticos” irem a Salvador para trabalhar e não para curtir e receber diárias. Vivemos uma nova era com Wagner e sua equipe, só falta Ipiaú se incluir nela. Sempre e importante lembrar o apoio de seis vereadores a Wagner antes de sua posse, ou seja a maioria da câmara.

Nova era com Wagner

Ipiaú necessita de uma coordenação regional para a, policia civil, ampliação do contingente da policia militar em pelo menos 80 homens e principalmente acabar com as nomeações políticas. E hora de trabalhar e não de fazer politicagem. Basta daquela velha política de dizer uma coisa, fazer belos discursos, mas na pratica tudo é papo furado ou seja tudo e mentira. Não se esqueçam que mentira tem perna curta. Condenar quando fora do poder as nomeações políticas e quando arruma uma brecha fazer tudo o contrario, ou seja fazer um festival de nomeações políticas!

”A liberdade número um para a imprensa consiste em não ser ela uma indústria”. Karl Marx (1818-1883).

Nota de Esclarecimento

16 de agosto de 2007

Com relação à notícia divulgada nesta cidade, relacionada a saída do Delegado de Polícia Dr. Chardson, o deputado estadual Leur Lomento Jr.(PMDB) nega qualquer tipo de envolvimento na transferência da autoridade policial referida, deste para outro município. O parlamentar enfatiza de que é determinação da Secretaria de Segurança Pública a não intervenção de políticos em nomeações e substituições de cargos policiais.
Leur Lomanto Jr. aproveita a oportunidade para elogiar o trabalho realizado pelo delegado Chardson neste município e enfatiza a sua falta de participação em quaisquer atos referentes a transferências ou substituições de autoridades policiais nesta cidade. Ele atribui ainda divulgação dessas falsas notícias a pessoas que desejam tumultuar o processo político no município.
O deputado Leur que esteve fora do estado durante a semana para a resolução de questões particulares, coloca-se à disposição do veículo de comunicação para maiores esclarecimentos sobre o assunto.

Maiores informações:
Lílian Machado
Assessoria de Imprensa do Deputado Leur Lomanto Jr.

Marcha do MST chega a Salvador

MST se reúne com Jacques Wagner

A marcha do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), que começou na segunda-feira passada (9), chegou hoje a Salvador, na Bahia. Ao todo, cerca de 5 mil pessoas participam da caminhada, que percorreu 110 quilômetros entre Feira de Santana e a capital baiana, protestando contra a impunidade no campo e tentando pressionar o governo a apressar a reforma agrária. A marcha culminou nesta terça-feira (17) com uma audiência com o governador baiano, Jaques Wagner (PT), e o comparecimento a uma sessão da Assembléia Legislativa do Estado, para pressionar os deputados a aprovarem a idéia de uso das terras devolutas do governo para a reforma agrária.