
A priorização da Saúde pelo governo da Bahia, todas as ações promovidas pelo Estado, a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), a necessidade de valorização dos profissionais de saúde a partir da criação das fundações estatais de interesse público e a necessidade de maiores investimentos na área da saúde foram alguns dos assuntos abordados pelo secretário estadual da saúde do Estado da Bahia, Jorge Solla, no debate internacional sobre saúde pública promovido pelo canal de notícias Globo News, nesta sexta-feira (28/08). O objetivo foi estabelecer relações, semelhanças, deficiências e perspectivas entre o modelo brasileiro comparado com o sistema de saúde dos Estados Unidos, a reforma pretendida por Barack Obama, e modelo de atenção à saúde utilizado na França.
Também participaram como debatedores o diretor do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), Pablo Vazquez, o diretor de Economia Médica da Associação Médica Brasileira (AMB), Marcos Bosi Ferraz, o superintendente do Hospital das Clínicas de São Paulo, José Manoel de Camargo, secretário adjunto de estado de saúde de Minas Gerais, Antônio Jorge de Marquês. Sobre o modelo público de saúde estadunidense falou o correspondente da emissora em Nova York, Luis Fernando Silva Pinto e sobre o sistema de saúde francês comentou a correspondente em Paris, Joana Calmon.
Em sua primeira participação, Jorge Solla saiu imediatamente em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS). Falou sobre a falência do modelo de saúde dos Estados Unidos, baseado na mercantilização de um serviço tão essencial para o ser humano. Estando aí a origem da grande dificuldade de acesso dos americanos pobres aos serviços de saúde privatizados. Por isso, a urgente necessidade de repensar o modelo, o que vem fazendo o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama e sua equipe de saúde. Para tanto, o modelo brasileiro do SUS, certamente, é um referencial que não pode ser desprezado pelo atual governo americano.
Solla ainda falou que o investimento para que o SUS desenvolva todas as suas ações é de R$1,5 por habitante/dia, ou seja, cerca de R$ 45 por mês para cada brasileiro, um custo benefício extremamente favorável, na avaliação do gestor. Ele criticou a comparação entre o atendimento do SUS e os praticados pelos planos de saúde, comum de se observar nos debates. Em sua opinião, este paralelo comparativo não cabe, pois mesmo aquela pessoa que pode e paga um plano de saúde, se utiliza de vários serviços do SUS, como é o caso dos programas de vacinação e os procedimentos na alta complexidade.
O secretário mostrou-se favorável à melhoria da remuneração dos profissionais de saúde. Por isso, definiu como prioridade da sua gestão, à frente da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, a efetivação de um plano de Carreira, Cargos e Salários, o que já foi feito, agora em 2009, assim como, a realização de concursos públicos para a efetivação de novos profissionais ao sistema, o que também conseguiu realizar. A Sesab acaba de fazer o seu segundo concurso público e deve estar, dentro em breve, efetivando os aprovados. Ele qualifica esta discussão como elemento central no debate sobre a qualidade do serviço de saúde ofertado. “No Estado, existem leis que limitam os salários. No entanto, no Brasil, a faixa salarial dos bons profissionais médicos ultrapassa até os salários pagos aos governadores”, avaliou o secretário. Ele enxerga que uma das saídas está na criação das fundações estatais de saúde, pois estas instituições podem contratar através de concurso e oferecer melhor remuneração, uma carreira, estabilidade, outras vantagens e garantias que podem atrair e manter estes profissionais mais qualificados no serviço público.
Por fim, Solla mencionou que a vontade política de priorizar é um fator decisivo para a melhoria da assistência e dos serviços ofertados na saúde pública. O gestor detalhou as ações desenvolvidas pela Secretaria Estadual da Saúde, citando a construção de cinco novos hospitais, 400 postos do Programa de Saúde da família, as reformas das unidades hospitalares existentes, abertura de 1100 novos leitos hospitalares, a contratação de mais de 11 mil servidores e outras melhorias realizadas no governo da Bahia. Para ele, foi aspecto decisivo o empenho pessoal do governador Jaques Wagner, “pois pela primeira vez, em dezesseis anos temos um governo que tem vontade política e prioriza as ações na saúde”, ressaltou.
Na avaliação de Jorge Solla, a lembrança do seu nome para participar deste debate, está relacionada à sua postura de defesa do SUS, à experiência proporcionada pela passagem no ministério de Saúde do Brasil, na administração da saúde em Vitória da Conquista e também pela visibilidade que o trabalho que está sendo realizado na Bahia, vem proporcionando. “Encontramos a saúde pública deste estado a beira do caos e estamos conseguindo avançar de maneira estruturante. A população já pode sentir as melhorias, muito embora ainda tenhamos muito o que fazer para chegar a um patamar de dignidade e respeito com a nossa população”, refletiu Solla.
SECRETARIA DA SAÚDE DO ESTADO DA BAHIA
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
29 de agosto de 2009
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