GOVERNO INAUGURA MAIS TRÊS UNIDADES DA FARMÁCIA POPULAR DO BRASIL
21 12 2007Mais três unidades da Farmácia Popular do Brasil foram inauguradas no dia (21), nas lojas da Cesta do Povo dos bairros da Ribeira, São Caetano e Caixa D´água. As farmácias são parte do programa do governo federal, através do Ministério da Saúde, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e a Empresa Baiana de Alimentos (Ebal). O objetivo é ampliar o acesso da população a medicamentos essenciais, principalmente aqueles de uso contínuo.
O governador Jaques Wagner e o secretário da Saúde, Jorge Solla, inauguraram a farmácia da Ribeira, onde o primeiro cliente foi o próprio governador, que adquiriu medicamentos com receita fornecida pelo secretário. Solla foi o segundo cliente: adquiriu medicamentos para a mãe. Em São Caetano, a primeira cliente foi Maria de Lourdes dos Santos, 49 anos, que adquiriu um creme dermatológico. “Minha mãe mora aqui no bairro e, quando precisava do remédio, eu me deslocava daqui para Roma”.
O segundo cliente da Farmácia Popular de São Caetano foi Sival Sampaio Santos, 52, usuário de medicamento para hipertensão. Antes, ele comprava na Farmácia Popular do Brasil do bairro da Liberdade ou no Comércio. “Tendo no meu bairro, é bem melhor. Também é bom para essas farmácias aí, com preço desordenado, baixarem o preço também”.
Antes mesmo de a farmácia ser inaugurada, vários moradores do bairro já esperavam para fazer suas compras, a exemplo de Erivaldo Martins de Oliveira, 66, que trazia uma receita com carimbo da farmácia da Liberdade. “É remédio de pressão para minha esposa. Para mim, agora, é melhor: não pago transporte nem me canso muito andando”.
Antonio Nunes, 74, também foi em busca de remédio para a esposa, que tem diabetes. Antes, ia comprar em Roma. Acompanhando a mãe Vanda de Jesus da Silva, 53 anos, Rosângela Maria da Silva Batista, 29, comprava o medicamento na Liberdade. “Aqui vai ser uma bênção. Viemos andando. Na minha idade, então, ir até a Liberdade era difícil”, disse Vanda. Irailde Barbosa de Almeida, 49, que usa Omeprazol, medicamento para refluxo gástrico, destaca, além da proximidade de casa, o preço do remédio. “Em farmácia comum, custa R$ 15. Aqui, compro por R$ 3,20″.
BOA ESTRUTURA
Inaugurada pelo diretor de Assistência Farmacêutica da Sesab, Lindemberg Costa, pela assessora técnica da Superintendência de Assistência Farmacêutica, Ciência e Tecnologias em Saúde (Safitec), Carmem Reyes, e pela e pela gerente de Projetos da Ebal, Cristiane Skutera, a unidade de São Caetano, assim como as demais lojas da Farmácia Popular do Brasil, conta com dois farmacêuticos, além de três a quatro funcionários para atendimento, caixa e liberação de medicamentos. Todos se revezam, “para aprender a fazer de tudo”, como explicam os funcionários Cristina Ramos, Américo Cruz e Orlene Gomes.
Os clientes contam com sala de estar equipada com 15 cadeiras estofadas, de onde podem acompanhar, na tela da TV, vídeos educativos sobre doação de sangue, prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis, amamentação, hanseníase e outras questões de saúde. O espaço da farmácia compunha o depósito da Cesta do Povo e tem cerca de 100 metros quadrados. “Reduzimos o depósito, remodelamos e adequamos o espaço ao padrão da Fiocruz. Cada farmácia custa cerca de R$ 75 mil: o governo federal disponibiliza R$ 50 mil e a Secretaria da Saúde do Estado dá contrapartida de R$ 25 mil”, explica Cristiane Skutera, da Ebal.
Na unidade da Ribeira, o governador Jaques Wagne reafirmou o compromisso do estado em facilitar a vida da população baiana. “O sucesso do programa, com o aumento do número de unidades, mostra a nossa preocupação em levar qualidade e menor preço à população”, garantiu. Segundo o secretário da saúde, Jorge Solla, este ano, o governo do estado investiu quase R$ 14 milhões na aquisição de medicamentos básicos para distribuição à população. No ano passado foram gastos apenas R$ 4 mil. “Pela primeira vez, o governo da Bahia consegue cumprir sua demanda de distribuição de medicamentos básicos”, afirmou.
De acordo com Solla, as farmácias formam um ciclo. Com a possibilidade de o consumidor adquirir remédios muito abaixo do valor de mercado, os laboratórios se vêem obrigados a reduzir seus preços, consequentemente as empresas privadas também conseguem repassar essa redução aos demais consumidores, assim como os estados e municípios.
CAIXA D´ÁGUA
A inauguração da Farmácia Popular do Brasil no bairro da Caixa D`Água aconteceu em clima de festa. A farmácia, que tem rampa para o acesso de portadores de deficiência física, vai atender à população da região e aos pacientes das unidades de saúde como os hospitais Ana Neri e da Cidade e o Complexo César de Araújo, onde ficam os hospitais Ernesto Simões Filho e Otávio Mangabeira e a Maternidade José Maria de Magalhães, além dos postos de Saúde situados na área.
A auxiliar de enfermagem Vera Lúcia da Silva Cruz, que compra na Farmácia Popular da Liberdade, disse que agora vai poder adquirir seus medicamentos próximo de casa. “O nosso bairro está mais bonito e muito feliz. Agora temos uma farmácia popular que vai nos ajudar muito. Essa iniciativa do governo de atender os bairros mais populares é muito importante”, afirmou.
Para a assessora da Superintendência de Assistência Farmacêutica, Ciências e Tecnologia em Saúde da Sesab, Ana Brasil, o grande diferencial dessas farmácias é a presença permanente do farmacêutico. “Além dos medicamentos serem até 90% mais baratos que nas farmácias convencionais, a orientação dada pelo farmacêutico de plantão vai auxiliar aos pacientes na utilização dos remédios”, afirmou. Estavam presentes na inauguração o representante da Fiocruz, o farmacêutico Henrique Fischer, o gerente administrativo da Ebal, Paulo José Barbosa dos Santos, a farmacêutica da Sesab, Patrícia Menezes, e outros assessores e funcionários da Ebal e da Farmácia Popular.






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