Dia 25 de agosto teremos festa no Terreiro de Pai Nado
19 08 2007Enquanto a comunidade católica comemorou a festa em louvor a São Roque, envolvendo o sincretismo religioso baiano, o candomblé (religião afro-brasileira) efetua a festa de Omolu. Cerca de 20 filhos de santo, juntamente com o pai de santo Adenaldo Pereira dos Santos, o querido e amado Pai Nado, utiliza as águas do Rio das Contas para iniciar os seus preparativos.
De acordo com o pai de santo, “estamos fazendo a limpeza de estradas, água, encruzilhada macho e fêmea, mato… Nós temos que tirar todos esses ebós (Ebó é um termo afro-brasileiro, do Iorubá, que tem várias acepções nos cultos africanos no Brasil, mas as acepções todas têm em comum o fato de tratar-se de uma oferenda, dedicada a algum orixál) para que as pessoas possam entrar em processo de purificação de feitura de santo e de orixá, que quer dizer, raspar a cabeça”.
Para esse trabalho, os filhos de santo ficam recolhidos por 21 dias. A clausura será interrompida no dia 25, data em que se comemora a festa de homenagem a Omolu, “quando acontecerá à saída do santo”, diz o pai de santo.
A realização da festa acontecerá de portas abertas. É para todo mundo. Serão 3 dias de festa, começando sábado, a partir das 23hs. No domingo, segundo dia da festa, terá início às 18hs. Na segunda-feira, dia do encerramento, o início será às 20hs.
No ano anterior teve a participação de candidatos a deputados. Será que neste ano teremos a participação deles? Deve se ressaltar que o Pai Nado já formou vários filhos de santos de varias categorias social, inclusive de médicos e professores. Importante a participação de todos, mesmo de não adeptos. É um sincretismo religioso, sem falar que faz parte da tradição da cidade. Obviamente o Jornal Opinião de Ipiaú estará presente nesta grande festa.
Omulu é o orixá que rege a morte, ou no instante da passagem do plano material para o plano espiritual (desencarne). É com tristeza que temos visto o temor dos irmãos umbandistas quando é mencionado o nome do nosso amado Pai Omulu. E, no entanto descobrimos que este medo é um dos frutos amargos que nos foram legados pelos ancestrais semeadores dos orixás em solo brasileiro, pois difundiram só os dois extremos do mais caridoso dos orixás, já que Omulu é o guardião divino dos espíritos caídos.
O orixá Omulu guarda para Olorum todos os espíritos que fraquejaram durante sua jornada carnal e entregaram-se à vivenciação de seus vícios emocionais.
Mas ele não pune ou castiga ninguém, pois estas ações são atributos da Lei Divina, que também não pune ou castiga. Ela apenas conduz cada um ao seu devido lugar após o desencarne. E se alguém semeou ventos, que colha sua tempestade pessoal, mas amparado pela própria Lei, que o recolhe a um dos sete domínios negativos, todos regidos pelos orixás cósmicos, que são magneticamente negativos. E Tatá Omulu é um desses guardiões divinos que consagrou a si e à sua existência, enquanto divindade, ao amparo dos espíritos caídos perante as leis que dão sustentação a todas as manifestações da vida..
Esta qualidade divina do nosso amado pai foi interpretada de forma incorreta ou incompleta, e o que definiram no decorrer dos séculos foi que Tatá Omulu é um dos orixás mais “perigosos” de se lidar, ou um dos mais intolerantes, e isto quando não o descrevem como implacável nas suas punições.
Ele, na linha da Geração, que é a sétima linha de Umbanda, forma um par energético, magnético e vibratório com nossa amada mãe Yemanjá, onde ela gera a vida e ele paralisa os seres que atentam contra os princípios que dão sustentação às manifestações da vida.
Em Tatá Omulu descobri o amor de Olorum, pois é por puro amor que uma divindade consagra-se por inteiro ao amparo dos espíritos caídos. E foi por amor a nós que ele assumiu a incumbência de nos paralisar em seus domínios, sempre que começássemos a atentar contra os princípios da vida.
Enquanto a nossa mãe Yemanjá estimula em nós a geração, o nosso pai Omulu nos paralisa sempre que desvirtuamos os atos geradores. Mas esta “geração” não se restringe só à hereditariedade, já que temos muitas faculdades além desta, de fundo sexual. Afinal, geramos idéias, projetos, empresas, conhecimentos, inventos, doutrinas, religiosidades, anseios, desejos, angústias, depressões, fobias, leis, preceitos, princípios, templos, etc.
Temos a capacidade de gerar muitas coisas, e se elas estiverem em acordo com os princípios sustentados pela irradiação divina, que na Umbanda recebe o nome de `linha da Geração` ou `sétima linha de Umbanda`, então estamos sob a irradiação da divina mãe Yemanjá, que nos estimula.
Mas, se em nossas `gerações`, atentarmos contra os princípios da vida codificados como os únicos responsáveis pela sua multiplicação, então já estaremos sob a irradiação do divino pai Omulu, que nos paralisará e começará a atuar em nossas vidas, pois deseja preservar-nos e nos defender de nós mesmos, já que sempre que uma ação nossa for prejudicar alguém, antes ela já nos atingiu, feriu e nos escureceu, colocando-nos em um de seus sombrios domínios.
Ele é o excelso curador divino pois acolhe em seus domínios todos os espíritos que se feriram quando, por egoísmo, pensaram que estavam atingindo seus semelhantes. E, por amor, ele nos dá seu amparo divino até que, sob sua irradiação, nós mesmos tenhamos nos curado para retomarmos ao caminho reto trilhado por todos os espíritos amantes da vida e multiplicadores de suas benesses. Todos são dotados dessa faculdade, já que todos somos multiplicadores da vida, seja em nós mesmos, através de nossa sexualidade seja nas idéias, através de nosso raciocínio, assim como geramos muitas coisas que tornam a vida uma verdadeira dádiva divina.
Tatá Omulu, em seu pólo positivo, é o curador divino e tanto cura alma ferida quanto nosso corpo doente. Se orarmos a ele quando estivermos enfermos ele atuará em nosso corpo energético, nosso magnetismo, campo vibratório e sobre nosso corpo carnal, e tanto poderá curar-nos quanto nos conduzir a um médico que detectará de imediato a doença e receitaria medicação correta.
O orixá Omulu atua em todos os seres humanos, independente de qual,. seja a sua religião. Mas esta atuação geral e planetária processa-se através de, uma faixa vibratória especifica e exclusiva, pois é através dela que fluem as irradiações divinas de um dos mistérios de Deus, que nominamos de “Mistério da Morte”.
Tatá Omulu, enquanto força cósmica e mistério divino é a energia que se condensa em torno do fio de prata que une o espírito e seu corpo físico, e o dissolve no momento do desencarne ou passagem de um plano para o outro. Neste caso ele não se apresenta como o espectro da morte coberto com manto e capuz negro, empunhando o alfanje da morte que corta o fio da vida. Esta descrição é apenas uma forma simbólica ou estilizada de se descrever a força divina que ceifa a vida na carne.
Na verdade, a energia que rompe o fio da vida na carne é de cor escura, e tanto pode parti-lo num piscar de olhos quando a morte é natural e fulminante, como pode ir se condensando em torno dele, envolvendo-o todo até alcançar o espírito, que já entrou em desarmonia vibratória porque a passagem deve ser lenta, induzindo o ser a aceitar seu desencarne de forma passiva.
O orixá Omulu atua em todas as religiões e em algumas é nominado de “Anjo da Morte” e em outras de divindade ou Senhor dos Mortos.
No antigo Egito ele foi muito cultuado e difundido e foi dali que partiram sacerdotes que o divulgaram em muitas culturas de então. Mas com o advento do Cristianismo seu culto foi desestimulado já que a religião cristã recorre aos termos “anjo” e “arcanjo” para designar as divindades. Logo, nada mais lógico do que recorrer ao arquétipo tão temido do “Anjo da Morte”, todo coberto de preto e portando o alfanje da morte, para preencher a lacuna surgida com o ostracismo do orixá ou divindade responsável por este momento tão delicado na vida dos seres.
O culto a Tatá Omulu surgiu entre os negros levados como escravos ao antigo Egito, que o identificaram como um orixá e o adaptaram às suas culturas e religiões. Com o tempo, ele foi, a partir desse sincretismo, assumindo sua forma definitiva, até que alcançou o grau de divindade ligada à morte, à medicina e às doenças. Já em outras regiões da África, este mistério foi assumindo outras feições e outros orixás semelhantes surgiram, foram cultuados e se humanizaram. “Humanizar-se” significa que o orixá ou a divindade assumiu feições humanas, compreensíveis por nós e de mais fácil assimilação e interpretação.
Tatá Omulu não vibra menos amor por nós do que qualquer um dos outros orixás e está assentado na Coroa Divina, pois é um dos Tronos de Olorum, o Divino Criador.
“Atotô, meu pai!”
TRECHOS EXTRAÍDOS DO LIVRO “O CÓDIGO DE UMBANDA” DE RUBENS SARACENI
Omulu é o orixá da humildade, senhor da doença, médico dos médicos, durante o dia vem em forma de cura, sanando todos aqueles que necessitam, à noite vem como a morte, recolhendo os que de alguma forma chegou a hora. Filho primogênito de Oxalá com Nanã, Omulu era dotado de uma grande criatividade e timidez, foi o precursor da caridade, da humildade e do desapego material. Foi um grande pensador que andava pelos reinos semeando a sabedoria. Médico dos pobres, senhor absoluto de todas as doenças de pele e infecciosas. Protetor dos desamparados, humildes, doentes e médicos.
Obaluaiê ou Omulu?
Quando nasceu o primeiro orixá gerado na Terra por Nana e Oxalá, ele recebeu o nome de Obaluaiê (Dono da Terra), porém ele cresceu distante dos outros orixás sendo criado por sua avó Odudua (não tinha forma material, só energética), sem saber que existia outros seres da sua espécie. Quando Obaluaiê descobriu a existência dos outros, percebeu que o seu nome não correspondia e resolveu mudá-lo para Omuluaiê (Filho da Terra ), ou simplesmente Omulu. Apesar de ser o mesmo orixá, estas duas fases são marcadas por um grande contraste, onde Obaluaiê marca uma fase totalmente prepotente e Omulu, completamente humilde. Esta diferença também acompanha os filhos deste orixá: se for da qualidade mais nova, Obaluaiê, a pessoa é mais ativa, enérgica, vaidosa com forte apego material; se for da qualidade mais velha, Omulu, a pessoa é mais passiva, calma, sem muita vaidade nem apego material.
Oxalá
Obatalá, como também é conhecido, foi o filho escolhido por Olorum para comandar a criação e a povoação do Aiê. Para procriar teve que se materializar aqui sendo conhecido por Oxalá. Ele é o orixá supremo do candomblé, admirado e respeitado por todos, senhor da paz e ministro do axé. Oxalá teve vários filhos com Nanã e com Iemanjá (seu grande amor), e vem em duas formas mais conhecidas: o velho (Oxalufã), com seu cajado, e o moço (Oxaguiã ), com um pilão na mão. Algumas lendas contam que ele foi a primeira criação de Olorum, designado assim para comandar a Terra. Protetor da paz universal e da união entre os seres.






Gostaria de saber qual o endereço do referido Pai Nado, ou mesmo o seu telefone para contato.
Boa noite
Gostaria de fazer uma consulta e conhecer a casa, no entanto, gostaria que me respondesse para que eu possa ter contato por favor
Leno
Sera q vcs poderiam me conseguir os contatos do famoso pai Nado de Ipiau?
Pois preciso urgente dos serviços dele.
Agradeço
Lande