Jabes leva o Prefeito de Ipiaú ao Governador

16 05 2007

Ipiaú, uma Cidade difícil de Governar

O ex-prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, esteve hoje levando o prefeito de Ipiaú, José Mendonça, numa audiência com o governador da Bahia, Jaques Wagner. Como um dos organizadores do encontro estadual promovido pelo Partido Progressista (PP), Jabes convidou Wagner para participar do evento. Deve-se ressaltar que os dois deputados federais de Ipiaú, Mário Negromonte e Roberto Brito são do PP.


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2 repostas para “Jabes leva o Prefeito de Ipiaú ao Governador”

16 05 2008
jaime (19:44:27) :

Crônica de uma morte anunciada

Carta Aberta ao Conselho Tutelar de Ipiaú

Por Jaime Alves*

O titulo acima refere-se `a obra de Gabriel Garcia Marques, mas cabe perfeitamente `a realidade de uma familia que vive na Rua do Emburrado, altura do número 200. O adolescente A. S.J**, de aproximadamente 14 anos, pede socorro pelas ruas do bairro. Seu sofrimento não convence ao Conselho Tutelar de Ipiaú, a Vara da Infância, muito menos a Secretaria de Assistência Social do município. Não comove a ninguém!

Aparentemente, A.S.J sofre de transtornos mentais. Ele mora com a mãe epiléptica e a irmã de 10 anos. O seu drama já se arrasta por anos sem que as autoridades tomem providências. Tanto o menino quanto sua mãe não têm acesso a tratamento médico. Ele não estuda. Ela não trabalha. A família não possui o que comer. Vivem da ajuda dos vizinhos, que entre uma crise de ASJ e outra, chamam a polícia para ‘acalmar’-lo. Na verdade, a polícia é a única maneira pela qual o poder público se faz presente em sua vida. Os policiais, porem, já estão cansados de atender a chamados da vizinhança. Eles sabem que a questão ali não é um caso de polícia, mas de saúde pública.

Quem não sabe disso, ou não quer saber, no entanto, é a promotoria de cidadania, o juizado da infância e o conselho tutelar do município que continuam em seu silêncio criminoso. Qualquer um sabe que a adolescência é a fase da vida em que a criança se desenvolve fisica e psicologicamente. É, por assim dizer, a fase do ‘fazimento’ da personalidade entre a infância e a idade adulta. Não é a cadeia o que vai resolver os transtornos psicológicos do adolescente, muito menos as porradas que leva nas intermináveis brigas de rua em que se envolve. Cada vez que A.S.J é fisica e psicologicamente agredido sua reação aumenta de maneira feroz: quebra os poucos móveis da casa, expulsa a mãe e a irmã aos gritos, agride os vizinhos, põe fogo nos poucos pertences da já miserável moradia. O que resolverá o seu drama é o acompanhamento psicológico especial ( e não adianta levar para o HGI para que empurrem ‘diazepan’ como a solução milagrosa para tudo e todos). A.S.J e sua familia precisam de atendimento `as suas necessidades urgentes. Não possuem nem mesmo acesso a agua encana ou luz eletrica, ainda que vivendo no meio da cidade!

Quem defenderá os direitos constitucionais de A.S.J estabelecidos no Estatuto da Criança e do Adolescente? Quem, se o conselho tutelar do município é um monumento `a inércia? Quem, se a Igreja local está mais preocupada em ‘erguer as mãos e dar glórias a Deus’? Quem, se A.S.J não possue título de eleitor que possa atrair as autoridades políticas a se sensibilizarem com sua condição desesperadora? Ha um ano procurei pessoalmente o Conselho Tutelar de Ipiaú e coloquei em suas mãos o caso do ‘menino do Emburrado’. Para minha surpresa, o/as conselheiro/as já tinham conhecimento da realidade. Por que não agiu até então? Por que não agiu até ontem? Por que nao age hoje?

A vida de A.S.J já está trágicamente marcada. Seu drama merece o título da obra de Garcia Marques. No livro, Santiago, estava marcado para morrer, acusado de desonrar Ângela Vicário. Toda uma cidade assite imóvel ao assassinato de Santiago Nasar pelos dois irmão Vicario. Todos sabem, ninguém faz nada para impedir a morte anunciada. A crônica aqui serve como um tapa na cara não apenas das autoridades, mas de todos nós que assistimos passíveis aos gritos de desespero de um garoto pobre, sem pai e com a mãe doente. Sua dor psíquica não nos comove!

A ‘vida real’ do ‘menino do Emburrado’ é a crônica de uma morte anunciada. As autoridades muncicipais podem e devem agir para evitar que esta hstória caminhe para o desfecho do livro. Uma última opção é sensibilizar a promotoria pública a acionar judicialmente o conselho tutelar municipal e os gestores públicos locais responsabilizando-os pelo que vier a acontecer. Ou o Estatuto da Criança e do Adolescente é um briquedo?

*Nota importante: as iniciais A.S.J são fictícias para que se preserve o direito `a inviolabilidade da identidade do adolescente.

** Jaime Alves é jornalista e membro do Grupo Ecologico e Humanista Papamel. Seu ponto de vista não representa necessariamente a opinião da Gazeta.

12 09 2009
cecilia (23:46:46) :

em uma outra epoca recente aque pessaos e comerciantes sairam as ruas pedindo socorro … Hoje o que esta sendo feito???????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????/// já ñ aguentamos mais há todo final de semana uma tragedia acontece

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